A história dos bairros de Perdizes e Pompéia

O princípio

Você já parou para pensar como surgiram e porque dos nomes das Perdizes e Pompéia? A história desses bairros paulistanos é uma das mais curiosas que pode-se observar, alem de muito rica. Para quem adora a capital é muito interessante conhecer esses detalhes.

Sua história remonta ao século XIX. Hoje, o bairro da zona oeste é um dos mais tradicionais e procurados graças à sua localização estratégica.

Essa região, rica em historias, tem início em 1850, quando o vendedor de garapa Joaquim Alves Fidelis e sua esposa, Maria de Santa Rixa, fixam residência. Na época a área ainda não era povoada, assim havia por lá várias árvores nativas, por isso em pouco tempo, o fundo do terreno do casal passou a abrigar vários exemplares de perdiz, uma ave conhecida por ser muito barulhenta. Ao passar do tempo, a região se tornou conhecida como “quintal das perdizes”.  Mas somente em 1897 é que a área foi oficializada na planta da cidade de São Paulo.

Já o seu vizinho mais próximo, a Pompéia, tem sua origem levado a discussão. Porem a mais provável é que em por volta 1910, Cláudio e Luiza Leite de Souza, donos de uma área na atual Avenida Pompéia, fizeram uma promessa no Santuário de Pompéia, na Itália: caso uma filha doente se curasse, construiriam uma capelinha com a imagem de Nossa Senhora do Rosário. A graça foi alcançada e o bairro cresceu em volta da igreja homônima.

Por volta de 1910 surgia um novo loteamento dividindo as chácaras em um bairro. Rapidamente imigrantes portugueses, espanhóis, húngaros e principalmente  Italianos, atraídos pelas oportunidades oferecidas pelas indústrias que apareciam na região, adquiriam lotes para fixar residência e trabalhavam como operários nas fábricas.

Industrias Matarazzo, Parque Antártica e a chegada dos padres

Desde que o complexo das Indústrias Matarazzo foi inaugurado em 1920, ali passou a ser a moradia dos operários que se aglomeraram pela região influenciando a culinária e cultura.

Na mesma época foi inaugurado próximo dali o Parque Antarctica, que até então pertencia a Companhia Antárctica Paulista. A região teve grande crescimento com a chegada dos padres Camilianos, que em 1922 fundaram a Igreja de Nossa Senhora do Rosário da Pompéia. Essa mesma ordem de padres que mais tarde, em 1930 fundou um pequeno centro de saúde que se tornaria o Hospital e Maternidade São Camilo.

Liverpool brasileira.

Desde Os Mutantes, nos anos 60, o bairro concentra dezenas de músicos e bandas. A despeito do que diz Caetano Veloso, alguma coisa aconteceu mesmo foi na Rua Venâncio Aires, entre as esquinas da Cotoxó e da Caraíbas. Mais precisamente na casa de número 408 moravam, na década de 60, dois garotos que colocariam os primeiros tons de psicodelia na música brasileira: os irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Baptista, que formariam Os Mutantes com a “vila-marianense” brevemente radicada na Pompéia Rita Lee.

Aqui, na casa ao lado, um vizinho e amigo de escola de Sérgio, o guitarrista Luiz Carlini, juntaria-se a Rita para criar a Tutti Frutti, em 1975 – Agora Só Falta Você – é parceria dos dois, assim como Lá Vou Eu, uma das canções-hino da cidade de São Paulo.

Também é de Carlini o lendário e elogiado solo de guitarra de Ovelha Negra, peça de resistência do repertório de Rita Lee até hoje. Carlini ainda está na ativa – e morando na mesma rua até hoje. “Esse quarteirão sempre atraiu gente de fora por causa da música. O irmão mais velho do Sérgio e do Arnaldo fabricava equipamentos artesanais no quintal. A oficina que Cláudio César Baptista mantinha nos fundos da casa supriu os músicos da época por um bom tempo. Foi ele quem forneceu o primeiro baixo elétrico de Erasmo Carlos, e era ele quem fazia os instrumentos malucos que os Mutantes usavam em shows e gravações

No quarteirão seguinte, surgia outra banda também de dois irmãos: a Made in Brazil, de Celso e Oswaldo Vecchione. E nasceu justamente na Venâncio Aires, esquina com Caraíbas, na casa que ainda pertence à família. “Eu estudava no Liceu Tiradentes, ali na Alfonso Bovero com a Avenida Pompéia. Um dia, voltando a pé para casa, contei nada menos que oito bandas ensaiando”, comentou em uma ocasião Oswaldo.

Porque a Pompéia é assim, o bairro mais rock and roll do Brasil, Oswaldo até hoje não sabe responder. Mas tem algumas pistas. “No começo dos anos 1970, das quatro bandas que excursionavam pelo Brasil, três eram da Pompéia: nós, a Tutti Frutti e os Mutantes.”  Levando o bairro a ganhar o apelido de Liverpool brasileira.

O Conceito

Com conceito bastante simples, percorrendo um pouco a história, em um pequeno ambiente agradável, acompanhado de sabores marcantes.

A proposta é servir no dia a dia de quem trabalha, circula e vive essa região, além de um cardápio bastante variado, “Satisfação e Alegria”.

Foi por toda evolução dessa região e a história vivenciada por nossos antepassados, que nasceu a ideia de criar algo.  Acredito ser uma espécie de tributo.

Assim projetamos o “DON VENARI”.

Uma casa pequena, simples aconchegante e descontraída, que tem em sua essência, o intuito de reunir e contemplar através de fotos e objetos, um pouco desses anos que já se foram. Além do agradável ambiente, um cardápio variado, com tendências italianas e valores acessíveis.

Na idealização e projeto o publicitário Carlos Eduardo Viriato, que nasceu e cresceu na região, assim como seus antepassados, desde a chegada da Itália no final do século XIX. No comando da cozinha os renomados Chefs Ednaldo Paulino e Marcio Vinicius revezam desde o almoço, happy hour e jantar.

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SOBRE DON VENARI

A proposta é servir no dia a dia de quem trabalha, circula e vive essa região, além de um cardápio bastante variado, “Satisfação e Alegria”. Foi por toda evolução dessa região e a história vivenciada por nossos antepassados, que nasceu a ideia de criar algo. Acredito ser uma espécie de tributo.
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PRATOS ESPECIAIS

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